27.3.09

Furto honesto

Tirocínio.

Naquele momento em que a palavra se faz duas é que a frase o sentido perde. E as palavras ditas, com verdades intensas, de formas constritas, nas paisagens agouras, transformam o sentido. Do exato e mesmo jeito.
Pois seria mais fácil se vivêssemos imunes às palavras. Como o verde que, sem água, sobrevive. Como a corda, intocada, que produz som. Como a morte que nunca fora anunciada. Pelo que faz a morte ser o que é, é o seu conhecimento.
Porque eu sempre espero a carta que não chega. A campainha que não tirintala. O telefone que não toca. E o não e o sim que não ouço. Porque eu sempre espero as flores que não vêm.
Mas isso tudo são cheiros, e as palavras não se cheiram. Nunca se cheiram as palavras. As Palavras. Talvez eu preferisse viver de palavrórios, um sonâmbulo do palavreado, mudo à palavrões.

pré-conceituado por Gaudz :::
http://teoriadoconceito.blogger.com.br/2004_06_01_archive.html

1 comment:

mano maya kosha said...

talvez em algum momento eu busque, talvez eu diga, e mesmo assim você não escute, algumas viagens só valem a pena mesmo pelo decorrer do caminho, pois quem espera, não necessariamente alcança, ás vezes se relança, e é preciso muito mais para continuar ...