25.2.09

Jogo sujo...


Justo na hora em que mais desejo

elas vaporizam-se pela atmosfera

grudando na pele

riem do meu desespero em absorvê-las

em transformá-las

Quando espalhadas pelo chão, rolam para baixo dos móveis,

onde não consigo alcançar, tento, me e s t i c o,

e até espirro,

e nada.


Nessa hora desce a nuvem

que pesa sob as pálpebras,

resistentes, agarradas às sombrancelhas

respingando sobre os olhos

nada faço, porque estão embaralhadas

Só sinto. Só sei.

E elas dizem, caprichosas, que não há explicação.

Só que não contam com a minha teimosia:

hei de desvendá-las a termos compreensíveis.

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