Justo na hora em que mais desejo
elas vaporizam-se pela atmosfera
grudando na pele
riem do meu desespero em absorvê-las
em transformá-las
Quando espalhadas pelo chão, rolam para baixo dos móveis,
onde não consigo alcançar, tento, me e s t i c o,
e até espirro,
e nada.
Nessa hora desce a nuvem
que pesa sob as pálpebras,
resistentes, agarradas às sombrancelhas
respingando sobre os olhos
nada faço, porque estão embaralhadas
Só sinto. Só sei.
E elas dizem, caprichosas, que não há explicação.
Só que não contam com a minha teimosia:
hei de desvendá-las a termos compreensíveis.
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