
Curitiba, 28 de janeiro de 2005.
Durante meses eu te admirei, até concluir que tudo não passa de um grande teatro brega. Que todas as descrições são baratas como a banana.
Sai pra lá e me devolva o salto junto com o sapato que me fizestes retirar. Porque o chão suja os pés de todos, mas machuca com suas pedras e pregos a sola daqueles que lho percebem.
Chega! Eu quero de volta a cegueira indolor da hipocrisia, que pelo menos o meu mundo era falso, mas não doía... Não doía.
Sim, você é brega porque eu já saquei o seu jogo, porque eu já sei que você diz aquilo que querem ouvir.
Você é tão brega que é capaz de agradar ao senso comum, pelo fato de sê-lo integralmente (e compreendê-lo).
Por isso mesmo você é extraordinário.
Seu brega!
(e eu adoro banana!)
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