10.2.10

Brega (e ruim)



Curitiba, 28 de janeiro de 2005.




Durante meses eu te admirei, até concluir que tudo não passa de um grande teatro brega. Que todas as descrições são baratas como a banana.




Sai pra lá e me devolva o salto junto com o sapato que me fizestes retirar. Porque o chão suja os pés de todos, mas machuca com suas pedras e pregos a sola daqueles que lho percebem.




Chega! Eu quero de volta a cegueira indolor da hipocrisia, que pelo menos o meu mundo era falso, mas não doía... Não doía.




Sim, você é brega porque eu já saquei o seu jogo, porque eu já sei que você diz aquilo que querem ouvir.




Você é tão brega que é capaz de agradar ao senso comum, pelo fato de sê-lo integralmente (e compreendê-lo).




Por isso mesmo você é extraordinário.




Seu brega!








(e eu adoro banana!)

No comments: