31.3.08

Iraniano é condenado a dar dote de 124 mil rosas à mulher

Fonte: BBC Brasil.com

Um tribunal do Irã ordenou um homem a dar à sua esposa as 124 mil rosas que prometera como dote de casamento, depois que a mulher moveu uma ação judicial para receber as flores, de acordo com o jornal E'temad.

A mulher, identificada como Hengameh, disse que resolveu exigir o dote na Justiça porque seu "marido é muito avarento" e não paga sequer por um café, disse a reportagem.

O tribunal confiscou o apartamento do marido até que ele entregue as rosas à esposa, com quem é casado há dez anos.

Pelas leis iranianas, uma mulher pode reclamar o seu dote - ou mahr - a qualquer momento durante o casamento ou o processo de divórcio.

O dote se torna propriedade da esposa, que pode fazer com ele o que desejar.

A prática de dote é indispensável para validar o contrato de casamento.



'Amigas bilionárias'


De acordo com o E'temad, a mulher decidiu reclamar o dote inteiro para punir o marido.

"Pouco depois do casamento, eu percebi que Shahin era muito avarento", disse Hengameh ao jornal. "Ele até se recusava a pagar o meu café quando íamos a uma lanchonete ou restaurante."

Shahin disse no tribunal que só tinha poder aquisitivo para dar à esposa cinco rosas por dia e queixou-se que "amigas bilionárias da mulher puseram tais idéias na cabeça dela".

Mas o juiz rejeitou as alegações de Shahin e ordenou que o apartamento dele, no valor de US$ 64 mil, fosse confiscado até que ele trouxesse à esposa todas as flores.

Uma rosa de cabo longo custa cerca de US$ 2 na capital do Irã, Teerã.

É comum no Irã que sejam oferecidas moedas de ouro ou propriedades como dote. Um homem iraniano pode acabar na prisão por dever o dote.


http://www.jurid.com.br/new/jengine.exe/cpag?p=jornaldetalhejornal&ID=45338

2 comments:

dicionarista-embaçado said...

Gosto de citações. A gente se priva da responsabilidade e se aproveita do trabalho de outrem. Citaçoes são um emprego eficiente da memória.
E reflexões sobre as citações, ou seu desenvolvimento, devem ser o objetivo de seu uso.

A não ser que a reflexão seja óbvia.

Lena said...

Bingo!