Algumas pessoas nascem com um talento natural para atrair sobre si próprias um olhar de confiança. Parecem dotadas de uma personalidade irresistível, seja na relação profissional, esportiva ou no limiar pessoal. Sabem quais palavras não devem ser ditas e quais as estratégias para magnetizar o que lhes é útil, conciliando-as com a adequada entonação e linguagem corporal.
Outras precisam desenvolver tais qualidade ao longo de um caminho intenso de auto-conhecimento. Necessitam identificar que condutas lhes faltam e quais precisam controlar. Muitas vezes um inclinar de cabeça, uma respiração adequada ou um modo de vestir são suficientes. Outras tantas causas podem estar escondidas no labirinto das memórias inconscientes. Um acontecimento passado, uma crítica mal feita ou mal recebida... podem ser gotas tão pequenas aos olhos de um interlocutor qualquer, mas que naquele exato momento em que foram vividas, atuaram como veneno, apagando registros de autoconfiança e auto-imagem dessa pobre alma. É preciso então, um trabalho de resgate, principalmente daquela parcela de auto-estima que foi abalada; como se relembrássemos uma história há muito esquecida no fundo de uma caixa velha. Remexer fatos, experiências, acontecimentos corriqueiros, um cotidiano de outrora... para que se possa, novamente, aprende a lição que a vida nos transmite de graça.
Tem gente que prefere seguir permanentemente por um atalho, adotando uma figura que não corresponde à sua verdadeira identidade. Essa gente acaba ostentando o que não é. Sem, não raras vezes, perceber que, toda ostentação é inútil, porque qualquer criatura instruída, depois de ouvi-la por poucos minutos, a julgará tal qual é. Atitudes assim, só devem ser tomadas em casos de extrema necessidade e em caráter iminentemente provisório, passageiro.
Há que se promover, com todas as energias disponíveis, a aproximação do que se almeja ser, a imagem que queremos que os outros tenham de nós, com aquela imagem real do que somos, a verdadeira imagem que as pessoas nos atribuem. E isso nada mais é do que a gestão do marketing pessoal. Contudo, é preciso cuidar das palavras ditas, pois a confiança em si mesmo é algo que nunca deve ser proclamado ou anunciado, exceto por meio da realização de feitos construtivos.
É desconfortável admitir, em um mar de exigências e cobranças, que os outros só acreditam em nós quando vêem que temos autoconfiança. Grande parte do sofrimento seria amenizada se a própria pessoa se permitisse falhar com menos remorsos.
***
Hoje pela manhã, enquanto a água do banho escorria pelo todo da minha cabeça, lavando um restinho de sono, lembrei de um pequeno livro de poesias que ganhei de aniversário, aos doze anos. No verso da primeira página estava escrito: “Se destruirmos os sonhos no coração de um homem, tê-lo-emos destruído também”...
(2005)
Outras precisam desenvolver tais qualidade ao longo de um caminho intenso de auto-conhecimento. Necessitam identificar que condutas lhes faltam e quais precisam controlar. Muitas vezes um inclinar de cabeça, uma respiração adequada ou um modo de vestir são suficientes. Outras tantas causas podem estar escondidas no labirinto das memórias inconscientes. Um acontecimento passado, uma crítica mal feita ou mal recebida... podem ser gotas tão pequenas aos olhos de um interlocutor qualquer, mas que naquele exato momento em que foram vividas, atuaram como veneno, apagando registros de autoconfiança e auto-imagem dessa pobre alma. É preciso então, um trabalho de resgate, principalmente daquela parcela de auto-estima que foi abalada; como se relembrássemos uma história há muito esquecida no fundo de uma caixa velha. Remexer fatos, experiências, acontecimentos corriqueiros, um cotidiano de outrora... para que se possa, novamente, aprende a lição que a vida nos transmite de graça.
Tem gente que prefere seguir permanentemente por um atalho, adotando uma figura que não corresponde à sua verdadeira identidade. Essa gente acaba ostentando o que não é. Sem, não raras vezes, perceber que, toda ostentação é inútil, porque qualquer criatura instruída, depois de ouvi-la por poucos minutos, a julgará tal qual é. Atitudes assim, só devem ser tomadas em casos de extrema necessidade e em caráter iminentemente provisório, passageiro.
Há que se promover, com todas as energias disponíveis, a aproximação do que se almeja ser, a imagem que queremos que os outros tenham de nós, com aquela imagem real do que somos, a verdadeira imagem que as pessoas nos atribuem. E isso nada mais é do que a gestão do marketing pessoal. Contudo, é preciso cuidar das palavras ditas, pois a confiança em si mesmo é algo que nunca deve ser proclamado ou anunciado, exceto por meio da realização de feitos construtivos.
É desconfortável admitir, em um mar de exigências e cobranças, que os outros só acreditam em nós quando vêem que temos autoconfiança. Grande parte do sofrimento seria amenizada se a própria pessoa se permitisse falhar com menos remorsos.
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Hoje pela manhã, enquanto a água do banho escorria pelo todo da minha cabeça, lavando um restinho de sono, lembrei de um pequeno livro de poesias que ganhei de aniversário, aos doze anos. No verso da primeira página estava escrito: “Se destruirmos os sonhos no coração de um homem, tê-lo-emos destruído também”...
(2005)
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