Foi assim que se eu tivesse assistido a mensagem no dia anterior eu teria chorado porque hoje eu não vi o meu casaco de plush ali. O casaco e a minha calça de moletom velha, porque eu não uso pijama. E acreditam que a minha gaveta está cheia deles.
A blusa velha pega cheiro de entrar e esperar porque não sabe o que fazer nem falar, só bloqueia todos os outros pijamas e altera frases, chamadas e sentidos para que o único fio perdido na meada embolada se prenda na manga, enquanto um se perde em ataques de alterego, outro em considerações fracas, outro em falsas críticas, outro em ilusões românticas, outro em dores infinitas e incuráveis.
Porque eu não sei atacar com veemência e muito menos aceitar que alguma coisa já esteja boa assim de fazer boiar olhos em letras. E já estou cansada dos porquês. Quando a vida é boa, os pássaros voam e o mundo gira sem ficar tonto. Sem esquecer das bobagens derramadas, proferidas, atiradas-escritas e faladas, que tem muito sentido e ninguém nota, não entende, despreza ou acha pouco, fraco, fraco, fraco e bobo. Mal resolvido. Pobre. Nada cabe e a divisão é excessiva, acham que é proposital.
Fecho as portas, gavetas e janelas pra ninguém fugir, entrar, se aproximar, cativar e respirar meu ar. AR. Voa e é entregue com cuidado pra não ser ouvido sem um pouco de esforço ao mesmo tempo que o mundo se choca e nada faz pra menos gente morrer.
Coincidência? Ou não...
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